
**Por: Dino Frazão**
**Data: 18 de Maio de 2026**
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) vão lançar, entre os dias 19 e 25 de maio de 2026, a quinta campanha do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) deste ano. Sob o lema “Duas Rodas ─ Agarre-se à Vida”, a iniciativa é inteiramente dedicada aos veículos de duas rodas a motor, um dos grupos de utilizadores mais vulneráveis nas estradas portuguesas.
O principal objetivo desta ação é alertar os condutores de motociclos e ciclomotores para os comportamentos de risco, promovendo uma condução mais segura, defensiva e responsável. Ao mesmo tempo, pretende-se sensibilizar os restantes condutores para a importância de uma partilha segura do espaço rodoviário.
À semelhança de outras campanhas, o PNF 2026 dividirá esta operação em duas vertentes:
* **Sensibilização:** Assegurada diretamente pela ANSR;
* **Fiscalização:** Conduzida pela GNR e PSP, com um foco especial nos comportamentos que potenciam acidentes graves em vias com maior índice de sinistralidade.
### Os números da sinistralidade em Portugal
Os utilizadores de duas rodas a motor continuam a apresentar níveis muito elevados de sinistralidade grave, especialmente nos meios urbanos e nas estradas nacionais. Segundo dados divulgados pelas autoridades, entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, registaram-se em Portugal 34.177 acidentes com vítimas envolvendo ciclomotores e motociclos.
Desses sinistros resultaram:
* **439** vítimas mortais;
* **3 028** feridos graves;
* **34 514** feridos leves.
Quase metade desta sinistralidade grave com veículos de duas rodas a motor ocorre em arruamentos urbanos e em estradas nacionais.
### Principais comportamentos de risco na mira das autoridades
A campanha vai incidir na fiscalização e no alerta para comportamentos que aumentam drasticamente o risco de acidentes graves, tais como:
* Excesso de velocidade e ultrapassagens perigosas;
* Circulação irregular entre filas de trânsito;
* Manobras bruscas ou mudanças de direção sem sinalização prévia;
* Condução sob o efeito do álcool ou substâncias psicotrópicas;
* Utilização incorreta ou ausência de capacete homologado e equipamento de proteção;
* Condução distraída e a reduzida perceção dos motociclistas por parte dos restantes condutores.
Segundo o Plano Nacional de Fiscalização, este plano é desenvolvido anualmente em articulação com a GNR e a PSP, tendo por base as recomendações europeias e o quadro estratégico Visão Zero 2030, cujo propósito final é a eliminação total de vítimas mortais nas estradas. As autoridades relembram que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que as consequências mais graves podem ser evitadas se todos adotarem comportamentos seguros.
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