OPERAÇÃO DA PSP EM LISBOA E NO PORTO PARA REPOSIÇÃO DA LEGALIDADE EM ESPAÇOS PÚBLICOS RESULTA EM 13 DETENÇÕES E 13 POLÍCIAS FERIDOS

1 de novembro de 2026
Por: Dino Frazão

A Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou, na madrugada deste domingo, a partir das 04h30, uma operação policial em simultâneo na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, com o objetivo de proceder à desocupação e reposição da legalidade nesses espaços públicos, onde se encontravam instaladas estruturas de acampamento sem autorização legal.

A intervenção permitiu criar as condições para que as Polícias Municipais de cada cidade procedessem à remoção das estruturas. Em Lisboa foram removidas 69 estruturas de acampamento, enquanto no Porto se registou a remoção de 30 estruturas. A operação contou ainda com a colaboração dos serviços municipais de higiene urbana.

Durante a ação, a PSP registou situações de resistência ativa e agressividade por parte de alguns manifestantes. Em Lisboa, no Rossio, foram arremessadas garrafas, tinta e artigos de pirotecnia contra os agentes, existindo suspeitas de que a tinta contivesse produtos inflamáveis. Na Praça da Figueira, foram arremessadas garrafas retiradas de caixotes do lixo, bem como grades e mesas para bloquear a progressão policial. No Porto, registaram-se igualmente arremessos de garrafas e tinta. Na Avenida dos Aliados, uma equipa de quatro polícias à paisana foi detetada por um grupo de indivíduos e três dos agentes foram agredidos, tendo um deles recorrido à arma de fogo como meio passivo de dissuasão. Na zona da Trindade, registou-se ainda a quebra de uma montra e o furto temporário das algemas de um agente, que foram posteriormente recuperadas.

Da operação resultaram 13 detenções por desobediência à ordem de dispersão, sendo 6 no Rossio e 7 na Praça D. João I, tendo os detidos sido encaminhados para as instalações policiais para formalização dos procedimentos legais.

Ao nível de feridos, a PSP confirmou a existência de 13 polícias feridos, dos quais 8 necessitaram de assistência hospitalar. Há também registo de civis feridos, embora sem um número concreto apurado até ao momento.

A força policial relembrou a importância do respeito pelo exercício do direito de reunião e manifestação, sublinhando contudo que este deve ser exercido de forma pacífica e dentro dos limites da lei, repudiando os atos de vandalismo ao património público, como os danos verificados na estátua de D. Pedro IV, em Lisboa, e reafirmando o respeito pela liberdade de imprensa e pelo trabalho dos jornalistas no local.

Segundo Polícia de Segurança Pública (PSP).

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