
Como o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, informou, a Força Aérea Portuguesa está envolvida este ano, pela primeira vez, no combate direto aos incêndios com dois helicópteros. Segundo a agência Lusa, o governante explicou que a colocação destas aeronaves ao serviço cumpre uma resolução com prazos rígidos e exige um processo complexo que inclui a compra de componentes, peças, adaptação de infraestruturas e o treino de pilotos, pelo que não basta adquirir para colocar logo no terreno. Para além disso, em Monte Real, estão destacadas aeronaves P3 Orion e C295 para a deteção precoce de fogos, estando também baseado um helicóptero Black Hawk que pode atuar logo nessa fase inicial.
O plano de reforço prevê que, após uma avaliação da Força Aérea, sejam utilizados a partir de 2027 kits de incêndio em aviões C130, que estão a ser produzidos nos Estados Unidos para combate direto, recuperando uma capacidade que Portugal já teve e perdeu. Segundo a agência Lusa, os aviões bombardeiros pesados Canadair chegam em 2029 e 2030. Nuno Melo referiu ainda que está a terminar a fase contratual do chamado SAFE, que permitirá investir 5,8 mil milhões de euros em equipamentos que vão desde satélites a fragatas, sistemas antiaéreos, sistemas de artilharia, munições, drones e outros veículos, garantindo a transversalidade das Forças Armadas dentro e fora de fronteiras. A Força Aérea é um dos maiores vetores deste investimento, tendo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiado no discurso do Estado da União a constelação de satélites como paradigma de bom investimento europeu, sendo Portugal e a Força Aérea o principal motor e impulso da Constelação do Atlântico, definindo o domínio do espaço à frente de nações mais poderosas. O ministro destacou que já passaram por si as resoluções para a aquisição de cinco aeronaves Super Tucano, dos bombardeiros Canadair, a opção por mais uma aeronave KC-390 e a aquisição de helicópteros Black Hawk para a emergência médica com recurso ao Plano de Recuperação e Resiliência, reafirmando que a Força Aérea é uma componente fundamental e estratégica da nação.
Notícias Lusa
Por: Dino Frazão
Data: 5 de julho de 2026
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